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DÊUTERO-APRENDIZAGEM
APRENDER A APRENDER
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PREZADO(A) EDUCADOR(A) DO ICJ
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quinta-feira, 29 de abril de 2010

DÊUTERO-APRENDIZAGEM

Dêutero-aprendizagem é uma expressão cunhada por Gregory Bateson na década de 50 para exprimir uma meta-aprendizagem. Essa expressão foi melhor adaptada pela escola de Peter Senge (autor de "A Quinta Disciplina" e "Escolas que Aprendem") e Edgard Morin (autor de "Os Sete Saberes Necessários para a Educação do Século XXI"), com a noção de aprender-a-aprender.
A ideia de um blog para facilitar a reflexão e aprendizagem coletivas nasceu de minha pesquisa de mestrado como proposta para o desenvolvimento de uma organização aprendente no âmbito educacional, isto é, uma escola aprendente ou, nos dizeres de Bolívar (2001)¹, uma escola que aprende. Este próprio autor adverte que a realidade escolar aponta para instituições dedicadas à aprendizagem, mas que elas próprias não sabem aprender. Peter Senge (2008)² indica sete deficiências comuns às organizações que não sabem aprender, apontando cinco disciplinas ou programas permanentes de estudos e práticas que levam ao aprendizado organizacional, para a superação dessas deficiências.
Bem, chega dessa teorização!
Dê a sua opinião!
Você acha que esse instrumento de comunicação contribuiria para sua aprendizagem continuada?
Abraços!
Evandro

¹BOLÍVAR, Antonio. Los centro educativos como organizaciones que aprenden: una mirada crítica. ContextoEducativo, Ano III, nº 18, 2001. Disponível em: http://contexto-educativo.com.ar/2001/4/nota-04.htm Acesso em 19 set. 2009.

²SENGE, Peter. A quinta disciplina: arte e prática da organização que aprende. 24 ed. Rio de Janeiro: BestSeller, 2008. 444p.

13 comentários:

Anônimo disse...

Chefe! Parabéns pela iniciativa!

Acredito que esta ferramenta contribuirá bastante para a nossa formação continuada!
Bom,já estou bastante curiosa para compreender melhor quais são as sete deficiências comuns apontadas no texto...mas, acredito que um dos programas iniciamos a partir de hoje para superação dessas deficiências.

Abraços, Sucesso, Carla

Evandro disse...

Oi, Carla!
A ideia de refletirmos sobre as 7 deficiências é boa sim!
Uma das 5 disciplinas de Senge para superarmos essas deficiências é a visão compartilhada que podemos estimular pelo uso dessa ferramenta.
E essa é a ideia!
Evandro

gilmar miranda disse...

Acredito que essa ferramenta nos possilitará uma formação continuada para que possamos utilizar de uma "linguagem comum" em relação a nossa missão de educadores salesianos. Tudo é muito válido quando nos deparamos com iniciativas como essa. Também acredito que por esse viés poderemos ter essa visão sistêmica e organizacional e, como escola, aprender a aprender - uma escola aprendente (como está nas reflexões do Evandro).

Professor de Química disse...

Boa noite!!!

Acredito que um canal de "troca formativa" é magnífico pensando no conjunto de educadores do ICJ e em nossos educandos, principalmente. A cada quark que ensino, adquiro um universo de conhecimento (inspiração momentânea)!!!

Sucesso a todos nós!!!

VIVA DOM BOSCO!!!

Prof.Alan - Química

Evandro disse...

Gilmar e Alan, vocês tocaram em outras duas disciplinas que Senge propõe para a superação das deficiências de aprendizagem de uma organização, que são: "modelos mentais" (Alan) que temos e que podemos e devemos mudar constantemente e "pensamento sistêmico" (Gilmar) que é a consciência do "todo" de uma organização em constante aprendizagem.
Vocês que já postaram ou que leram e não conseguiram postar, acham interessante iniciarmos uma discussão sobre nossas deficiências de aprendizagem?
Abçs.
Evandro

Professor Silvio disse...

Evandro, inicialmente parabéns pela iniciativa. Afinal, encontrarmos um meio para discussão de temas relevantes e para nossa formação continuada é, sem dúvida, muito importante para crescermos como educadores salesianos. E nada melhor que iniciarmos nosso papo com o conceito de aprendizagem. Sim, a aprendizagem sempre foi nossa meta. Desejamos que nossos alunos aprendam cada vez mais e melhor. Para isso, precisamos refletir sobre o "aprender-a-aprender" e isso contribuirá para identificarmos as nossas possíveis deficiências, afinal de contas o aprendizado é contínuo. Todos nós só temos a ganhar... E aproveitando, gostaria de divulgar o meu blog cujo objetivo é fornecer um suporte didático para nossos alunos. Fiquem a vontade para acessar: http://silviomat.blogspot.com

Abraços,
Silvio

gilmar miranda disse...

Evandro, como entender os "modelos mentais" na superação das deficiências de aprendizagem e de que modo poderíamos viabilizar essa medida no "aprender a aprender"?

Evandro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Evandro disse...

Pessoal, exclui acidentalmente a postagem que segue abaixo:
Silvio, já o felicitei particularmente por sua inicativa e agora o faço publicamente. Precisamos buscar outras ferramentas para alcançar com mais propriedade nossos alunos, sem desprezarmos o que também tem dado certo. Você também tocou num conceito ainda anterior sobre o que estamos discutindo aqui, que é o próprio conceito de "aprendizagem". Certamente, se fizermos uma enquete, perceberemos que nossos conceitos sobre "aprendizagem" não convergem todos para o mesmo lugar.
Esse também seria um bom próximo tema.
O que vocês acham?

Gilmar, penso que se primeiro entendermos as deficiências de aprendizagem de uma organização qualquer e, principalmente, "as nossas deficiências de aprendizagem", conseguiremos visualizar melhor como a construção dos "modelos mentais" poderá ajudar para a superação de tais deficiências.
Logo, logo, chegamos lá!

Unknown disse...

Evandro, nós como educadores devemos sempre procurar a formação continuada, pois assim aprimora os nossos conhecimento. Professor que procura se atualizar e fundamentalizar,esse com certeza poderá passar conhecimentos aos nossos alunos.
A formação de qualquer indivíduo, para viver e ser capaz de atuar na sociedade do conhecimento,não pode ser mais pensada como algo que acontece no âmbito escolar. É importante entender a aprendizagem como uma atividade contínua, estendendo-se ao longo da vida

Anônimo disse...

A iniciativa do blog é extremamente interessante e produtiva e só visa ao aprimoramento que todos nós buscamos, para melhorarmos cada vez mais a nossa prática educativa. E não tenho dúvidas de que isto se efetivará de maneira plenamente satisfatória, haja vista a própria riqueza dos questionamentos elaborados e postados pelos colegas, até então. P.S.: Não estava conseguindo postar nenhum comentário. Será que após a mudança de configuração, terei êxito???? Abraços. Bete

Anônimo disse...

Evandro, quanto a primeira deficiência, cuja frase típica é: "O meu papel eu cumpri bem, não sou responsável pelo que está acontencendo" entendo que ela ocorre com mais frequência quando se fala numa organização que possui um grupo de pessoas que não trabalha em equipe, que não entende o verdadeiro sentido deste vocábulo. Na minha concepção, quando todos trabalham com um mesmo objetivo, respeitando as diferenças individuais,obviamente, há uma ncessidade de compartilhar e de ajudar o colega quando aquele comete uma falha ou uma falta qualquer. O problema dele passa a ser nosso, de certo modo. O objetivo é o Todo não o Individual. Sem querer ser demagoga, entendo que em nossa Instituição há, de certo modo, uma colaboração dos profissionais, seja em ações, seja nos salutares comentários face a uma postura inadequada ou afim. Quanto à segunda deficiência , que trata da necessidade de sempre se atribuir a um fator externo a responsabilidade por um problema interno, entendo que deve ser vista com maior cautela, pois cada caso é um caso. É importante, em primeiro plano, identificar quais os problemas internos e depois detectar possíveis causas, para então analisar se a eles estão se atribuindo fatores externos. Isto posto, entendo que é temerário analisar esta deficiência em nossa instituição, sem efetuar uma análise mais apurada . Bete

Evandro disse...

Oi, Bete!
O que você coloca é o nosso horizonte: uma organização em que assumimos o Todo como tarefa essencial de cada um. Creio que acontece com bastante frequência em nossa instituição, porém, ainda estão presentes as deficiências, no meu entender, aqui apontadas (ou melhor, apontadas na outra postagem). Não podemos mascarar essas deficiências, pois, dessa forma, não nos moveríamos para superá-las.

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