Vejamos outras três deficiências apontadas por Senge:
A terceira deficiência é confundir proatividade com reatividade. Assumir atitudes enérgicas para manter a organização sob controle pode significar uma reatividade mascarada, pois não leva em consideração a contribuição dos envolvidos no processo para a solução dos problemas que os atingem.
A quarta deficiência diz respeito à mentalidade dos membros da organização focada em eventos de curto prazo. O excesso dessa postura não estimula a criatividade para enfrentar eventos de longo prazo, que são procesos mais lentos e graduais.
A quinta deficiência decorre da anterior, pois quando não percebemos as mudanças de contexto que são mais lentas e graduais, ficando na solução de problemas imediatos, perdemos o foco das grandes ameaças da organização, que avançam gradativamente.
E agora? Como percebemos essas deficiências em nossa organização?

2 comentários:
Estava lendo essas deficiências 3,4 e 5 e não pude deixar de reler as anteriores,na tentativa de entender que há uma dinâmica própria entre elas. É como um processo desencadeador. Por isso, penso que seja importante identificar deficiências na organização para não correr-se o risco desse "processo desencadeador" de deficiências.
A terceira deficiência me fez pensar que ninguém é "super-homem". Acredito que na nossa organização precisamos nos conscientizar cada vez mais de que todos estamos envolvidos e que ninguém soluciona problemas sozinhos. Se falamos de "equipe", penso que ainda precisamos superar alguns "individualismos".
Talvez, um dos grandes perigos que corramos seja "solucionar não solucionando" eventuais problemas. Isso porque somos atingidos por uma postura muito comum nos dias de hoje: o imediatismo - por isso, a necessidade de resolver/fazer logo, depressa.
E no que tange à quarta deficiência, penso num comodismo que não devemos deixar que se instale. Isso provocaria a "não criatividade" e o "não empenho" em realizar atividades de longo prazo. Isso me fez pensar naquele plano comum que traçamos no dia da formação - trabalhos interdisplinares e linguagens comuns. E ao mesmo tempo me questionei... Como estamos lidando com esse plano pensado em grupo? Estamos realmente envolvidos? Ou pelo fato de ser um trabalho gradativo, lento, sem resultados imediatos e que exige dedicação já o "esquecemos"? Isso pode fazer com que percamos o foco de algumas ameaças que podem prejudicar nossa organização: fazer aquilo que é mais fácil e mais rápido no intuito de obter resultados imediatos, sem compreender a lógica do processo - dos passos significativos que devemos dar como organização sistêmica.
Gilmar, que bela reflexão!
Creio que se fizermos uma análise coerente e profunda identificaremos todas essas deficiências, em maior ou em menor grau, em nssa instituição - o que não a diminui. Quanto maior for a clareza do grau dessas deficiências em nossa instiuição, teremos condições de identificar caminhos que, certamente já vem sendo tomados, mas, muitas vezes, sem a intencionalidade dessa superação.
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