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quarta-feira, 12 de maio de 2010

As 7 Deficiências de Aprendizagem - Parte 1

Peter Senge indica sete deficiências de aprendizagem que impedem qualquer organização de se tornar aprendente. Vejamos as duas primeiras:

A primeira delas sugere uma espécie de sedentarização no cargo que qualquer membro da organização ocupa. Em geral, cumpre bem suas funções concentrando-se exclusivamente em suas ocupações, considerando as responsabilidades inerentes ao desempenho específico de seu cargo. Dessa forma, não existe o compromisso com os resultados da interação propiciada com os demais membros da organização e, quando os resultados não satisfazem à mesma, resta, apenas, procurar pelo "culpado", pois ele cumpriu bem o seu papel e função. Exemplo de frase comum que dimensiona esta deficiência: "O meu papel eu cumpri bem; não sou responsável pelo que está acontecendo".

A segunda deficiência é procurar por uma causa externa que justifique o fracasso ou prejuízo associado a algum problema. Essa deficiência decorre da primeira como visão alienante dos processos em que uma pessoa, ou grupo, encontra-se envolvida. Ao imputar o problema a causas externas, torna-se impossível encontrar soluções para as reais causas internas que o geraram. Exemplo de frase comum que dimensiona esta deficiência: "Nossa organização não está bem porque (cita alguma causa externa) tem prejudicado nosso desempenho, não permitindo a evolução de nosso trabalho".

Como você analisa e interpreta essas informações tendo por base a instituição que trabalhamos; como as percebe?
Essas deficiências estão presentes em nosso meio?

4 comentários:

gilmar miranda disse...

Parece que essas duas primeiras deficiências apresentadas pelo Senger, indicam uma dinâmica própria de um mundo neoliberal - muito marcado pelo individualismo e pelo esquivo das culpas. Acredito que essas deficiências - talvez de modo mais perceptível a primeira - estejam presentes sim em nosso meio. Todavia, percebo que o nosso grupo está passando, de maneira gradativa, a enxergar que é NECESSÁRIO um dinamismo diferente na intenção de obter resultados positivos em todo processo e superar deficiências; isso a partir da consciência que se vem formando e da própria postura no que se refere às responsabilidades inerentes ao nosso trabalho/missão. É claro que o grupo não está "pronto", mas há consciência de que precisamos superar algumas deficiências. E de alguma forma estamos trabalhando para isso.

Evandro disse...

Sim Gilmar! O primeiro passo me parece, também, a consciência dessas deficiências para que se possa iniciar um processo de transformação. Mas é preciso querer sair da zona de conforto. A aprendizagem contínua não é passiva. Ela impõe a pró-atividade daqueles que imergem nesse processo. Superar o individualismo é, sem dúvida, um grande passo para a instauração de uma consciência coletiva de aprendizagem.

Roberto Soares disse...

Sim, é fato que superar essas deficiências na coletividade ao tempo que se predispõe a aceitar inovações não é tarefa simples. Até então a falta de canais de comunicação, de espaços de discussão coletiva, intensificados pelo excesso de trabalho auxiliam no individualismo como forma mais prática para solucionar os problemas diários. Tudo isso acompanhado dos vícios do egocentrismo. Não é fácil superar as imposições da sociedade. Tampouco é impossível. Nisso concordo que esse novo canal de comunicação e a visível aceitação do grupo docente em participar de reuniões mais frequentes abre campo para exercer aprendizados coletivos.

Evandro disse...

Roberto, de fato, o individualismo e o egocentrismo nos distancia de uma aprendizagem coletiva e nos remete a essas duas deficiências iniciais.
Então, como podemos vencer esses vícios decorrentes de nosso tempo e lugar visando um novo contexto de aprendizagem?

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