**************************************
DÊUTERO-APRENDIZAGEM
APRENDER A APRENDER
**************************************
PREZADO(A) EDUCADOR(A) DO ICJ
Este blog foi elaborado com uma única finalidade:
contribuir como espaço de reflexão coletiva de nossas
aprendizagens.
PARTICIPE DESTA REDE DE IDEIAS !

segunda-feira, 7 de junho de 2010

As 5 Disciplinas para uma Organização que Aprende - Parte 1

Para a superação das sete deficiências de aprendizagem, Peter Senge propõe cinco disciplinas que são programas permanentes de estudo e práticas que conduzem ao aprendizado organizacional.

Vejamos as quatro primeiras:

1. Domínio pessoal - é o crescimento das capacidades e aprendizado pessoais; inspira os membros de qualquer organização a manterem um alto grau de energia e comprometimento com o aprendizado próprio.

2. Modelos mentais - põe em questionamento as visões arraigadas dos membros da organização mantendo-as sob rigorosa análise, a fim de propiciar aprendizados eficazes sobre suas próprias crenças e posturas e abertura à influência das ideias dos outros, ajudando a criar outros modelos que sirvam melhor à organização.

3. Visão compartilhada - estimula o compromisso genuíno, o envolvimento de todos em perseguir o mesmo objetivo a partir de um conjunto de princípios e práticas orientadoras, a darem tudo de si e aprenderem porque querem e, não, porque são obrigados.

4. Aprendizado em equipe - parte da capacidade de despojamento das ideias pessoais, para se colocar em posição de diálogo, permitindo que novas ideias aflorem, desenvolvendo capacidades maiores que a soma dos talentos individuais.

A quinta disciplina (que é o nome de um dos livros de Senge) veremos na próxima postagem.

Sobre essas disciplinas, o que elas fazem você pensar?

2 comentários:

Anônimo disse...

Acredito que a disciplina quatro vai ao encontro de reuniões periódicas dos integrantes de uma equipe, algo similar e com o mesmo propósito daquele sugerido pelo Gilmar, em nossos encontros mensais, que tem como objetivo maximizar o aprendizado da equipe no que tange à filosofia Salesiana.
E ainda tomando estas reuniões como exemplo, considerando que ninguém está obrigado a participar delas, pode-se enquadrar este objetivo na disciplina três, haja vista que as pessoas envolvidas querem saber mais e entender melhor a filosofia da rede porque querem, não porque são obrigados.
Outrossim, de certo modo, ambos os propósitos vão ao encontro de dissipar visões arraigadas dos membros da equipe, a fim de propiciar aprendizados eficazes, em conformidade com a disciplina dois.
Isto posto, fazendo uma compilação destas três ideias, observa-se que o integrante de uma equipe que apresenta inserção nestes três campos, possui uma predisposição e um compromisso efetivo com a própria aprendizagem e crescimento.
Assim, conclui-se que aquele que possui compromisso com a própria aprendizagem, apresenta maior predisposição para sanar deficiências, pois almeja-se o crescimento e num ambiente organizacional este procedimento é imperativo, pois além de suscitar melhorias individuais, como um efeito dominó, acabam refletindo na equipe.

gilmar miranda disse...

Dentre as disciplinas apresentadas por Senge, a que mais me chamou a atenção nesse processo de superação de deficiências foi a segunda disciplina: "Modelos Mentais". Ao mesmo tempo fiquei me confrontando sobre a dificuldade de questionar e manter sob rigorosa análise algumas visões arraigadas e posturas "cristaliazadas" na organização. Abrir-se ao novo... mas não no sentido de romper com o que já construímos... tudo é muito dinâmico na medida em que percebemos que precisamos dar um passo a mais, iniciando a abertura para as novas ideias... sempre na busca de novos modelos mentais que sejam benéficos à organização. Considero essa segunda disciplina um tremendo desafio, pois exige flexibilidade, disposição e empenho. Contudo, acredito que nos conscientizando e trabalhando enquanto equipe podemos sim superar algumas deficiências, mas isso requer vontade e compromisso. Como disse a Bete ao referir-se aos integrantes que precisam de "predisposição e um compromisso efetivo com a aprendizagem e crescimento". Confesso que ao refletir sobre as deficiências e ao ler sobre essa disciplina, não dá para continuar o mesmo. Temos uma ferramenta muito propícia para darmos um salto qualitativo enquanto organização aprendente e, ao mesmo tempo, fazer "leituras" do nosso contexto com critério muito bem definidos.

Postar um comentário